Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Patologias » Arteriais » DAOP - Doença Arterial Oclusiva Periférica

A oclusão das artérias se dá mais frequentemente pela formação de placas de colesterol. Esta patologia é conhecida como Arterioesclerose, sendo seu maior expoente a Aterosclerose. É mais comum nas coronárias, (causando infarto), nas carótidas, (causando derrame (AVC)) e nas pernas causando DAOP.
Outra causa menos frequente é inflamação das artérias, no grupo de patologias chamadas de Arterites.
De qualquer forma, quando o interior de uma artéria se oclui aos poucos, caminhos alternativos denominados de circulação colateral, se formam permitindo a chegada do sangue ao seu destino. Est condição dificulta a irrigação dos tecidos, causando dor ao caminhar que melhora com o repouso.
Este evento é denominado Claudicação Intermitente.
Já quando a artéria oclui de maneira súbita, sem tempo de serem formados caminhos alternativos eficientes, ocorre um quadro agudo de infarto da região privada da circulação. Deve ser assim realizada a Revascularização do membro por via Cirúrgica ou por via Endovascular. Se não tratado em tempo, este infarto deflagra um grande acúmulo de toxinas decorrentes da morte dos tecidos. Estas toxinas por sua vez, causam efeitos tóxicos por todo o corpo como a paralisia dos Rins e lesão dos Pulmões. Este quadro, denominado Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), é muito grave com riscos elevados de óbito, principalmente nos muito enfermos.
Para evitar este quadro, ou nos pacientes nos quais a cirurgia para restaurar a circulação é de alto risco ou quando o quadro de SIRS está se instalando de maneira perigosa, é necessário realizar a amputação do membro em questão. As amputações, embora marcantes, ocorrem em somente 2% dos portadores da Doença Arterial Oclusiva Periférica (DAOP).
Os recursos de revascularização por cateterismo (via Endovascular) têm se aprimorado nos últimos anos, fazendo com que seja possível realizar a revascularização com menor risco (até com anestesia local).
Ambas técnicas devem ser usadas em casos seletos nos portadores de Arterites, pois há maior dificuldade técnica e os resultados são mais limitados.
Os fatores de risco para o desenvolvimento desta doença são raça, sexo, idade, tabagismo, sedentarismo, Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, Dislipidemias, Hiperviscosidade sanguínea, Hipercoagulabilidade, Hiperhomocisteinemia, Insuficiência Renal Crônica e antecedente familiar.

Tratamento Clínico
O tratamento clínico é fundamental mesmo para os pacientes operados.
Assim, a correção dos fatores de risco é de grande importância. Medidas como controle de doença crônicas (Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Mellitus, Dislipidemia), modificação de hábito (sedentarismo, tabagismo, etilismo) e o tratamento medicamentoso (antiagregante plaquetário, estatinas) são de máxima importância na terapia adjuvante desta patologia. A escolha da melhor terapia para cada paciente depende de avaliação criteriosa pelo médico.

A DAOP em números:
-Ocorre em 3 a 10% da população geral e em 15 a 20% na população com idade superior a 70 anos
-As incidência de amputações é da ordem de 120 a 500 por milhão de portadores de DAOP por ano.
-Dos portadores de Aterosclerose, apenas 12,2% apresentam DAOP, sendo que pouco mais da metade tem Doença Coronariana associada e quase um quarto tem doença cerebrovascular associada.

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