Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Patologias » Venosas » Embolia Pulmonar

A consequência mais temida da Trombose Venosa Profunda (TVP) é a Embolia Pulmonar (EP).
Este conjunto de ocorrências é denominado Tromboembolismo Venoso (TEV).
Nesta os coágulos formados no interior das veias da pelve ou dos membros inferiores se desgarra. Com diâmetros cada vez maiores, este coágulo chega ao átrio direito do coração e migra por seu interior sem dificuldades, chegando na artéria Pulmonar. Esta artéria começa a se ramificar, diminuindo em diâmetro. Esta condição favorece à impactação do trombo na circulação pulmonar.
Devido ao coágulo impactado, cria-se uma área no pulmão que recebe oxigênio mas não sangue, diminuindo as trocas gasosas. Para compensar, o organismo reage acelerando a respiração, a taquipnéia.
Se a perda de área de troca gasosa for muito extensa, esta condição torna-se incompatível com a vida.
Daí a alta mortalidade deste evento, ceifando 100.000 vidas de Norte-americanos todos os anos o aproximadamente 4.500.000 vidas no mundo anualmente.
No Brasil é a quinta causa de mortalidade materna e ocorre também em crianças, na ordem de 7 por milhão.
Sabemos que existem fatores de risco como as Trombofilias, Estenoses Venosas do RetroperitônioAneurismas Venosos, pós-operatórios de cirurgias abdominais, ortopédicas, ginecológicas, doenças sistêmicas e situações de risco como Politrauma e viagens aéreas com mais de 2 horas de duração..
Ainda o risco aumenta com a idade e com a presença de doença venosa.
É de responsabilidade do Cirurgião Vascular avaliar clinicamente os pacientes e estratificar o risco de EP.
A Embolia Pulmonar é pleomórfica, sendo muito confundida com outras doenças.
Na maior parte dos casos sua manifestação é menor, classicamente manifesta por dor torácica (onde exist costela consideramos Tórax), falta de ar (Dispneia) e tosse com ou sem sangue.
Infelizmente o primeiro sintoma desta pode ser a morte súbita. Diante deste fato, a comunidade médica mantém alerta constante diante de pacientes com fatores de risco para este evento.
Sua prevenção é fundamental, e deve ser realizada com uso preventivo de Anticoagulantes, Meia elástica Antitrombótica ou compressão pneumática intermitente, de acordo com o risco e quadro clínico.
Quando um quadro menor se instala, o tratamento clínico com anticoagulantes e medidas gerais é suficiente.
Entretanto, quando a pressão da artéria Pulmonar se eleva muito, ocorre queda da oxigenação sanguínea ou acúmulo de ácidos no sangue (acidose metabólica), um tratamento de resultados mais rápidos se faz necessário. Nestes pacientes indicamos a Trombólise Venosa.
Neste procedimento também utilizamos o Filtro de Cava temporário, uma medida para bloquear novos eventos até que os coágulos sejam removidos dos Pulmões.
Desobstruída a circulação do Pulmonar, devemos pesquisar pela fonte destes êmbolos. Em 90% dos casos estes se originam de veias da Pelve e dos membros inferiores. O método mais sensível para identificar estas fontes é a Ultrassonografia Intravascular (IVUS).

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