Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Patologias » Venosas » Estenose de Veias Ilíacas

A Síndrome de Cockett ou de May-Turner constitui-se da compressão da Veia Ilíaca Comum Esquerda pela artéria Ilíaca Comum Direita. O cruzamento da Artéria sobre a Veia é uma condição usual, porém em aproximadamente 20% da população esta compressão leva a um estreitamento considerável da veia tornando-a sintomática, por causar dor, cansaço, edema e Varizes no membro inferior esquerdo. A síndrome de Cockett também é a única causa anatômica reconhecida como fator de risco para a Trombose Venosa Profunda. Suas colaterais podem também causar sintomas de Congestão Venosa Pélvica. É muito frequente a manifestação das dores pélvicas refratárias ao tratament ginecológico usual 
O diagnóstico é suspeitado pelo exame físico, onde se notam edema, varizes e alterações tróficas assimétricas nos membros inferiores. Com uma fita métrica podemos medir o diâmetro do membro inferior esquerdo e compará-lo com o diâmetro à direita em diversas alturas. Espera-se uma diferença de 0,5 cm comparativamente ao nível do tornozelo.
O diagnóstico é comprovado por exames de Angiotomografia o Angiorressonância, onde pode-se ver uma diminuição do calibre da Veia Ilíaca Comum esquerda e dilatação das Veias Ilíacas Interna e externa além de colaterais aumentadas.
A Angiorressonância Venosa de Pelve, por permitir análise de fluxo, nos informa também a diminuição da velocidade de fluxo pela veia ilíaca comum esquerda, assim como o fluxo derivado para a circulação colateral pélvica e paravertebral.
A Flebografia é método preciso e detalhado, mas a ultrassonografi intravascular é muito mais sensível que a flebografia digital tradicional.
Com o advento da Cirurgia Endovascular, uma nova perspectiva surgiu para o tratamento desta patologia. A Angioplastia com stent exatamente ao nível da compressão permite facilitar o fluxo por descomprimir este segmento.
Existem também outros tipos de compressões venosas ao nível d pelve devido a variações anatômicas ou outras patologias, responsáveis por quadro semelhante, porém com outros agentes comprimindo estas e outras veias da pelve (variantes).
O tratamento clínico com o uso de terapia compressiva (meias elásticas) e repouso (com os membros inferiores elevados) constitu uma alternativa, porém o índice de abandono do tratamento ao longo do tempo é alto, atingindo cifras superiores a 70%.
O melhor tratamento para cada caso deve ser
analisado pelo médico em conjunto com o paciente.


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