Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Patologias » Linfáticas » Linfedema

O coração bombeia o sangue para o sistema arterial,
conjunto de condutos que levam sangue até os capilares. Como fluxo nos capilares é controlado por um esfíncter, a pressão exercida pelo bombeamento cardíaco se encerra. No capilar, o processo de difusão faz com que nutrientes e gases difundam para onde há menor concentração. Quando a troca se completa, o esfíncter preá-capilar se abre e novo sangue arterial chega ao capilar. 
O capilar, desprovido de uma bomba, fica com acúmulo do elementos mais pesados do sangue, as proteínas.
Nasce no espaço entre as células (interstício) o vaso linfático Inicialmente vazio, ele é preenchido por proteínas e água, a linfa por um processo de difusão. Quando cheio, este vaso se contra esvaziando seu conteúdo. Provido de válvulas, seu conteúdo empurrado para cima e fica vazio novamente pronto para o próximo ciclo.
Os vasos linfáticos se continuam em cadeias linfáticas onde drenam para os linfonodos. Quando temos alguma íngua, trata-se do ingurgitamento destes linfonodos. Este processo se continua até que os ductos torácicos drenam para o interior do sistema venoso ao nível da junção da Jugular com a Subclávia.
Misturado ao sangue da cava superior, retorna ao coração onde processo se continua.
O déficit funcional destes vasos linfáticos leva ao acúmulo de líquido e proteína no interstício dos pés, o Linfedema. Este pode ser congênito ou adquirido. Ainda pode ser secundário a outras doenças como o Hipotireoidismo, Insuficiência Venosa Crônica, Filariose, após Mastectomia ou Erisipelas de repetição.
O achado maior nos pacientes com Linfedema é o baixo número de vasos linfáticos.
Seu tratamento medicamentoso consiste no uso de medicamentos que melhoram o retorno venoso, medicamentos que aceleram o batimento dos vasos linfáticos e diuréticos.
O tratamento sistemático com meia elástica é fundamental par evitar a progressão da doença, que em seu grau máximo conhecida como Elefantíase. O tratamento com fisioterapeut especializado em drenagem linfática é fundamental.
Sem todos estes recursos atuando em consonância não é possível conquistar o controle adequado desta patologia.
Sua principal complicação é a erisipela, infecção que ocorre po baixo da pele, que lesiona ainda mais os vasos linfáticos, levando à piora do Linfedema nos quadros repetitivos ou recidivantes.
A porta de entrada destas bactérias é normalmente uma micos interdigital ou fissura na pele.
Assim os cuidados com os pés, principalmente os interdígitos, é de fundamental importância na prevenção de complicações.
A adequada análise e proposta terapêutica varia em cada caso.
Consulte seu Cirurgião Vascular sobre isso.
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