Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

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O portador de Diabetes apresenta níveis elevados de açúcar no sangue.
Este açúcar, a Glicose, tem uma grande capacidade de atrair água (poder osmótico).
Com o açúcar elevado no sangue, a água contida nas células do revestimento interno da artéria (endotélio) e no interior dos neurônios é fortemente atraída, levando à desidratação destas células.
Esta desidratação, quando intensa, destrói as células, causando a aterosclerose nas artérias e destruição d nervos periféricos, levando à neuropatia.
Este condição também faz com que os leucócitos (células brancas da imunidade) fiquem menos eficientes.
Estes são os tecidos alvos do Diabetes, e a lesão deles ocorre quando a Glicemia atinge valores acima de 180 mg/dl. Estas condições se unem no pé do paciente diabético de modo complementar, tornando esta uma entidade ímpar. A aterosclerose atinge as artérias das pernas levando à DAOP, além de também atingir a microcirculação, levando à microangiopatia.
A neuropatia atinge os nervos periféricos, apresentando um déficit de sensibilidade em luva ou meia, assim como pontadas lancinantes, formigamentos e tardiamente fraqueza muscular.
Sem sensibilidade a dor e temperatura, o diabético bate o pé forte contra o chão durante a marcha para perceber que houve contato com o solo. Este impacto maior aliado ao fato de não sentir dor leva a lesões ortopédicas (pé de Charcot, Artrose de Joelho) e a lesões na pele. Formam-se calosidades como forma de proteger a pele do trauma, mas por vezes a pele se rompe, permitindo que bactérias da pele ou do exterior cheguem aos tecidos abaixo da pele. Uma vez que os leucócitos estão menos ativos devido à hiperglicemia, esta condição favorece à infecção.
Desprovido de dor, o diabético não percebe este fato e persiste em suas atividades. Com uma infecção instalada, o organismo reage aumentando o nível de Glicose para ter mais energia para combater a infecção. Este reflexo, que é normal no indivíduo não diabético, leva paradoxalmente à uma piora do diabetes, levando a um quadro de retroalimentação positiva. Sem a adequada intervenção, este processo pode custar a vida, ou a perda de uma perna para salvar a vida.
A prevenção de fato tão perigoso reside em atitudes simples. 
A inspeção diária das solas dos pés em busca de lesões é o primeiro passo. Lembre que conjunto semelhante de alterações ocorrem nos olhos, causando o olho diabético. O produto desta condição é a diminuição da acuidade visual, dificultando ao diabético realizar esta inspeção.
Assim, os familiares e cuidadores devem contribuir com esta inspeção.
O uso de calçados adequados evita pontos de hiperpressão que levam a lesões da pele.
O controle do diabetes deve ser austero.
O diabético que nunca adoecerá é aquele que acorda com glicemia menor que 100 e tem glicemia pós-prandial de até 140. Para atingir tal controle, é necessário o acompanhamento austero do Endocrinologista e exercícios físicos no mínimo 3 vezes por semana.
Do ponto de vista psicológico, o diabético reage com emoção aos seus problemas.
Lembre que desde a primeira lição de matemática, aprendemos que problemas se resolvem com lógica raciocínio. Independente de me agradar ou não, o resultado será sempre o mesmo.
Um mais um são dois! Não importa quão contrariado fique com isto, trata-se de um fato.
Segue assim uma receita de bolo fácil de falar mas trabalhosa de fazer.
Diante de sentimentos negativos, avalie suas causas e aja com lógica, dentre as soluções encontradas procure pela mais adequada. Assim sobram apenas os sentimentos positivos, aqueles que nascemos para experienciar em toda sua plenitude!
Seja feliz e saudável!
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