Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Tratamento Cirúrgico » Arterial » Tratamento Endovascular da Aorta

Atualmente a técnica que mais utilizo é a endovascular, devido às suas menores complicações. Nesta uma endoprótese é inserida através de pequenas incisões nas virilhas, revestindo internamente a Aorta, permitindo assim o fluxo sanguíneo apenas pelo interior da endoprótese. Apesar de algumas poucas limitações, esta técnica é aplicável à maioria dos pacientes com Aneurisma da Aorta torácica ou Abdominal e artérias Ilíacas, Dissecções de Aorta e Aneurismas Viscerais e Periféricos.
A técnica consta do revestimento do segmento dilatado por uma prótese (tubo artificial). Assim o flux sanguíneo passa a ocorrer pelo interior da endoprótese. Para tanto esta é inserida através das artéria Femorais e posicionada por meio de Radioscopia (Raio X), enquanto o fluxo pela Aorta é mantido.
Com o fluxo sanguíneo interrompido para ramos menores da Aorta, a irrigação da medula e do intestin grosso se dá por caminhos alternativos (circulação colateral). Isto pode determinar falta de irrigação dos tecidos com suas potenciais consequências.
As complicações da Cirurgia de aberta da Aorta são pouco maiores que pela técnica endovascular Entretanto, a cirurgia aberta tende a ser mais longeva e trata casos nos quais as endoprótese tê limitações.
Fatores como tempo de cirurgia e queda prolongada da pressão constituem fatores de complicação que são inerentes a esta técnica.
Apesar de ser entidade distinta dos Aneurismas, a Dissecção Aguda da Aorta pode também ser tratada por cirurgia aberta ou endovascular. As metas da cirurgia são fechar o orifício de entrada, revascularizar os ramos comprometidos e substituir a artéria danificada por segmento de prótese. As metas do tratamento endovascular são as mesmas, porém o segmento da artéria danificado é revestido internamente por endoprótese, conforme observamos nas imagens ao lado e abaixo antes e após a correção.
Cada caso de Dissecção de Aorta deve ser tratado avaliando-se múltiplas variáveis e o paciente o responsável deve participar da decisão.
Podemos dizer assim, que há uma vantagem estatística para o tratamento endovascular, que, todavia, ainda não é suficiente para resolver todos os casos.
Cabe ao médico, com consentimento do paciente ou responsável, definir qual a melhor abordagem para cada caso em específico, considerando-se múltiplas variáveis.


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