Dr Paulino Souza Neto Vascular Surgery, Endovascular Surgery

Patologias » Venosas » TVP -Trombose Venosa Profunda

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é patologia caracterizada pela formação de coágulos dentro das veia profundas (localizadas entre os músculos).
Em consequência destes coágulos, o sangue que escoava por esta veia fica represado na extremidade, causando inchaço (edema) do membro acometido. O inchaço dos músculos causa dor caracterizada como peso ou câimbra leve, tem início subagudo e progressivo. Após 1 ou 2 dias nota-se o ingurgitamento das veias superficiais em decorrência do desenvolvimento de circulação colateral com propósito de drenar o sangue acumulado.
A maior preocupação neste evento reside no deslocamento de fragmento destes coágulos através do sistema venoso, impactando nos ramos das artérias pulmonares. Esta é a Embolia Pulmonar e pode levar a disfunções respiratórias agudas e crônicas e até mesmo à óbito.
As causas que levaram à TVP sempre devem ser investigadas. Pois podem ser consequentes às Compressões Venosas PélvicasAneurismas Venosos, Trombofilias, pós-operatórios de cirurgias abdominais, ortopédicas, ginecológicas, e doenças sistêmicas.
O tratamento inicial da TVP é o repouso com o membro acometido elevado e anticoagulantes.
Suas sequelas são mais graves quando ocorrem ao nível da pelve e da coxa.
As medicações anticoagulantes devem ser mantidas e monitoradas pelo médico por um mínimo de 6 meses, pois até então o risco de Embolia Pulmonar é estatisticamente superior.
O maior risco de embolia pulmonar ocorre nos primeiros 15 dias, devendo o paciente permanecer em repous relativo neste período. Após isto fica liberado para retornar paulatinamente às atividades usuais que não envolvam risco de trauma, pois há risco de hemorragia enquanto tomando medicamentos anticoagulantes.
Há também a alternativa de destruir estes coágulos através de medidas mecânicas e medicamentosas (Trombólise). A grande vantagem desta abordagem é a rápida resolução do quadro de trombose, abordagem das Compressões Venosas Pélvicas e prevenção de sequelas graves tardias.
As sequelas tardias ocorrem devido à sobrecarga imposta às válvulas dos sistemas venosos superficial e profundo consequente à obstrução da drenagem do sistema venoso profundo. Quando o trombo no sistema profundo é espontaneamente recanalizado, as válvulas podem se tornar insuficientes, também contribuindo para as sequelas tardias. Com fins de proteger estes sistemas é indicado o uso de meia elástica. A terapia compressiva deve ser contínua até que as condições circulatórias sejam restabelecidas. Se houverem sequelas no sistema venoso profundo, a terapia compressiva prolongada é indicada até a resolução das disfunções detectadas.
Quando o tratamento com anticoagulantes não pode ser realizado devido ao risco de hemorragias ou por complicar tratamentos cirúrgicos, há indicação de prevenção da Embolia Pulmonar por meio de implante de Filtro de Veia Cava Inferior. Estes têm a função de prevenir a embolia pulmonar letal, mas não protegem contra a propagação da trombose no membro.
As gestantes são uma população de maior risco para esta enfermidade, e quando vítimas desta doença, devem permanecer em uso de medicamentos anticoagulantes por período de 6 meses e ter seu parto programado. Durante a gestação as medidas terapêuticas diferem devido aos cuidados com o feto. Ainda o filtro de Veia Cava Inferior, quando necessário, deve ser implantado acima das veias renais nesta ocasião.
O tratamento preventivo dos fatores de risco para a Trombose Venosa Profunda é o ideal.
O Tromboembolismo Venoso em números:
* Nos Estados Unidos da América ocorrem anualmente 2.000.000 de Tromboses Venosas Profundas, com 600.000 episódios de Embolia Pulmonar, levando a 100.000 óbitos.
* As crianças também têm risco de eventos Tromboembólicos incidindo em 7 crianças a cada milhão.
* A Mortalidade Materna por TEP ocorre em 10 mães para cada 100.000 nascidos vivos.
* Constitui a 5ª causa de mortalidade materna no Brasil e a 3ª causa de Mortalidade Materna no México
* A Embolia Pulmonar é letal em 10-15% dos anticoagulados e em 25-30% dos sem anticoagulação.
* O tratamento Medicamentoso reduz em 80% o risco de Embolia Pulmonar.


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